Blog 7TEC

Como conferir o recebimento de diesel corretamente e evitar pagar por litros que não entraram no tanque

Você assina a nota fiscal quando o caminhão-tanque chega na fazenda ou confere o que realmente entrou no tanque?

A maioria dos gestores assina. E essa diferença — entre o que está na nota e o que entrou fisicamente — pode representar centenas de litros por entrega, mês após mês, sem que ninguém perceba.

Por que o diesel na nota pode não bater com o diesel no tanque

O diesel é um líquido sensível à temperatura. Quando está mais quente, o volume aumenta porque o líquido se expande. Quando esfria, ele contrai. Esse fenômeno é chamado de dilatação térmica dos combustíveis.

Na prática, dois caminhões carregados com a mesma quantidade de massa de diesel podem ter volumes diferentes dependendo da temperatura no momento do carregamento e da descarga.

Isso significa que, se a nota diz 10.000 litros, mas o diesel foi carregado a 35°C e descarregado a 20°C, o volume medido no tanque pode ser menor. A diferença não é erro do fornecedor nem fraude: é física. Mas se você não fizer a conferência correta, paga pelo volume quente e recebe o volume frio.

Quanto isso representa na prática

Veja o que uma diferença de 1% representa em uma operação com consumo mensal de 20.000 litros:

SugestãoValor
Consumo mensal20.000 litros
Diferença de 1%200 litros/mês
Preço médio do dieselR$ 6,50/litro
Custo mensal da diferençaR$ 1.300
Custo anual da diferençaR$ 15.600

São R$ 15.600 pagos por ano por diesel que não entrou no tanque e que não gerou nenhuma hora de máquina.

Em fazendas com consumo mensal acima de 50.000 litros, a mesma proporção representa mais de R$ 39.000 por ano. Sem nenhum evento visível que explique o custo.

O procedimento correto de conferência

O recebimento técnico de diesel envolve três etapas que precisam acontecer antes de qualquer assinatura:

1. Medir a temperatura no momento da descarga

A temperatura do produto precisa ser registrada com termômetro calibrado no momento em que o diesel entra no tanque. Esse dado é a base para qualquer cálculo de correção.

2. Verificar a densidade do combustível

A densidade do diesel varia por lote e por fornecedor. Ela deve ser verificada com densímetro e registrada junto com a temperatura. A combinação dos dois dados permite calcular a massa real do produto recebido.

3. Aplicar a correção de volume para 20°C

O volume corrigido é calculado a partir da temperatura e da densidade medidas, convertendo o volume para a temperatura padrão de 20°C. Esse é o volume que deve ser comparado com a nota fiscal.

Sem essa correção, qualquer conferência está incompleta.

O que você deve fazer a partir de agora

  • Exija que sua equipe meça a temperatura e a densidade em todo recebimento de diesel
  • Compare o volume corrigido (a 20°C) com o volume da nota fiscal antes de assinar
  • Implemente um registro sistemático de cada entrega: data, temperatura, densidade, volume recebido e fornecedor
  • Avalie um sistema automatizado de controle de abastecimento se o volume mensal superar 10.000 litros

Como o controle automatizado ajuda postos internos

O ÈPTÁ SGA, da 7TEC Automação, faz o controle de tudo que entra e tudo que sai do posto interno, registrando cada abastecimento com identificação do equipamento, do operador e do volume liberado. Com esse histórico, o gestor consegue acompanhar o estoque real a qualquer momento e identificar se o que entrou no recebimento corresponde ao que está sendo consumido. Quando os números não fecham, o dado está lá para investigar.

Com mais de 24 anos de operação e clientes ativos há mais de 20 anos nos setores de agronegócio, transporte e logística, a 7TEC desenvolveu seu sistema para funcionar inclusive em ambientes offline, condição comum em operações rurais e mineradoras. A empresa atende clientes em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Tocantins, Distrito Federal e demais estados do Centro-Sul e Sudeste.

Índice